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Na animação americana “Cara de um, focinho do outro”, uma adolescente chamada Mabel protesta contra o desmatamento de um bosque para construir um prédio. Fora da ficção, percebe-se o oposto no Brasil, no qual diversos jovens estão cada vez menos envolvidos no cenário político. Isso acontece por causa da polarização em massa e também por simplesmente não terem interesse algum no assunto por falta de ensino político. Logo, é necessário amenizar essa conjuntura.

À princípio, é imperioso analisar a polarização no Brasil como uma das causas para o afastamento dos jovens da política. A exemplo disso, a série “The boys” da “Prime Video” introduz a realidade de um país em que dois lados opostos da política estão sempre tendo discussões violentas, levando até à morte de alguns cidadãos. Fora da circunstância fictícia da série, observa-se uma situação similar no Brasil, no qual ideias políticas opostas são nitidamente divididas em dois lados políticos extremos; e uma pessoa de um desses lados se recusa até mesmo conversar com alguém de opinião contrária, o que ocasiona em muitos ataques violentos como forma de “protesto” contra o outro lado. Isso faz com que muitos jovens prefiram evitar se envolver com política por terem uma visão que esse meio é perigoso e hostil. Consequentemente, o cenário político fica cada vez mais sem novas mentes para mudar essa realidade agressiva. Desse modo, essa mazela precisa ser minimizada.

Outrossim, é imprescindível que o desinteresse em relação à política entre os jovens seja analisada como uma das principais razões para não ser envolverem nesse meio. De acordo com o poeta Bertolt Brecht, “o pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala e não sabe que o custo de vida, a farinha, o aluguel e o remédio dependem de decisões políticas”. Sob esse prisma, nota-se que os jovens brasileiros se encaixam como “analfabetos políticos” por nunca terem sido ensinados, quando mais novos, sobre o impacto da política em suas vidas, já que muitas escolas se eximem de promover uma educação política formadora por medo da “politização partidária”. Por conseguinte, esse grupo acredita que política não faz diferença alguma em suas vidas, levando-os a também não ensinarem sobre política para seus filhos no futuro. Dessa forma, fica evidente o descaso diante dessa celeuma.

Portanto, é imperioso que meios sejam encontrados para atenuar o distanciamento político da juventude. Para isso, cabe o Ministério da Educação, órgão responsável pela coordenação de políticas educacionais do país, promover campanhas que visam informar os jovens sobre os impactos da política em suas vidas por meio de vídeos explicativos nas redes sociais e palestras em escolas, evidenciando como o governo funciona no Brasil, para que mais jovens queiram melhorar sua qualidade de vida. Dessa maneira, adolescentes como a Mabel terão mais apoio em suas causas.

(Por Ana C. Flesch)

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