– vivências . leituras . registros –

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Tenho uma planta que estava crescendo de forma desgovernada. De fato, achava atraente este crescimento selvagem, com mínimas intervenções, pois afinal, de alguma forma, era como ter a natureza livre seguindo o seu caminho (nos limites possíveis que um vaso permite).

Contudo, quando havia a necessidade de pequenas mudanças de local (seja para limpeza, seja para a troca da tela de proteção da varanda), era inevitável o fato de ter que lhe quebrar alguns galhos. Assim, de forma brusca, destruía todo aquele crescimento livre para atender à necessidade prática que o momento impunha. O que a planta ganhava com isto? Estaria eu sendo realmente responsável nos meus cuidados?

Assim, como metáfora da minha vida, precisei fazer uma poda drástica para poder, com a nova oportunidade, proporcionar um crescimento com mais direcionamento. Procurar, com a nova proposta, fazer com que a seiva nutra os galhos e os façam fortes, para que as flores venham e floresçam com intensidade, pois não lhes faltará o pulsar necessário para isto.

Quem olha o cenário atual, o galho sem folhas e muito menos flores, não consegue ver o potencial que está por detrás deste cenário. Mas eu vejo uma planta que está tendo a oportunidade de ser o seu máximo, aproveitando tudo o que puder de sua natureza limitada por um vaso.

É fato que há beleza na selvageria, no crescimento desordenado (aparentemente) da natureza. Mas há também muito a admirar no processo de conduzir para o melhor, respeitando o que se tem, observando-se a natureza e o potencial presente. Assim, garantir que, independente das circunstâncias, a planta manterá tudo o que conquistou, exuberante, florida.

De todos os processos de se encontrar, o mais difícil é fazer o outro respeitar o quão longe podemos ir quando fazemos as podas necessárias e acreditamos no nosso potencial de aprendizagem. O resultado será inevitável, independente disso.

Afinal, o quanto de você precisará ser podado para poder crescer forte?

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