– vivências . leituras . registros –

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É frustrante ser a pessoa que toma o impulso de iniciar, com grande arranque numa corrida de cem metros, mas depois desaba quando descobre que não eram cem, mas sim quinhentos metros, ou um quilômetro, e por aí vai. A cura para isto é a constância: mesma velocidade a cada metro. Daí é necessário aceitar uma jornada mais lenta e tirar bom proveito do trajeto. Aí mora o desafio.

Cansativo gastar tanta energia para algo, mas não se dá conta que, na grande maioria dos projetos da vida, precisamos de uma energia lenta e constante. O que gera uma grande sensação de tédio e de que não vale a pena, levando à possibilidade quase certa de desistência, abandono. O que, a longo prazo, traz um amargor na boca e mais uma ideia fracassada antes mesmo de ganhar raiz.

Não é fácil mudar um padrão de comportamento tão arraigado. Precisa-se mudar os pensamentos e persistir até a mente e corpo aceitarem a nova dinâmica. Encontrar nas pequenas conquistas do trajeto o fôlego necessário para prosseguir, sentindo o lampejo das pequenas vitórias. E, surpreendentemente, ao chegar no objetivo, levar um susto: consegui! Uma sensação crescente de vitória toma conta do peito e é mais duradoura pois foi plantada a cada passo, se agigantando a cada movimento.

O projeto pode ser a leitura de um livro, ou arrumar uma gaveta. Escrever uma carta para alguém distante ou simplesmente organizar a agenda do dia. Fazer algo que traga a consciência para o momento presente, diminuindo a ansiedade. Permitir o sentir e a reflexão por um tempo mais duradouro. Mudar hábitos, velhos hábitos, leva um tempo e muita paciência. Mas o sabor de conquistar o domínio de si, de fazer a vontade governar corpo e mente, faz a alma se regozijar.

Estou nesta jornada, e lhe garanto que vale a pena começar. O que achas de começar também?

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