– vivências . leituras . registros –

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Uma vez ouvi numa palestra: não somos o que sentimos. Não somos as nossas emoções. Elas são isto, emoções. E como tal, vem e vão. Indo além, não somos o que pensam sobre nós, não somos os pensamentos que temos e nem mesmo as emoções que sentimos. Mas afinal, o que sou?

Foi libertador perceber que os pensamentos que invadiam a minha mente, muitos deles incoerentes com o que eu almejava, não são suficientes para definir a pessoa que sou. E mais chocante foi saber que a raiva que eu sentia não precisava me definir como alguém má. Ter consciência de cada coisa, como chegou até mim, como eu reagi a isto ou aquilo, isto sim diz muito mais sobre o nível de consciência que tenho sobre minhas fraquezas, limites e personalidade.

Se uma emoção como a raiva domina o meu ser, significa que eu perdi o governo de mim. Se alguém me tacha de pessoa egoísta e não sou capaz de refletir a respeito, isto dificulta a tomada de consciência. É preciso tentar entender se alguma atitude minha poderia levar aquele juízo de valor, assim como avaliar se a pessoa que o diz está de fato me vendo ou está apenas projetando a si mesmo em mim.

A reflexão e essa tomada de consciência, gradativa, estou tendo ao longo que vivencio, e foi impulsionada mais ainda a medida que estudava e discutia filosofia. Entender que não estou só, pois faço parte do todo, e o todo engloba todos os elementos da natureza e seres. Sou única, mas sou uma parte. O quão grandioso deve ser perceber isto de forma cristalina. Não sou nenhuma intelectual, embora goste muito da ideia, mas tenho uma alma inquieta.

Uma alma que busca respostas e propósito. Uma alma que questiona e almeja alcançar o ser divino que habita em mim e no outro. Entender este processo de amadurecimento e me aproximar do ideal, tão simples e tão complexo, de ser humano.

E você, quais perguntas lhe inquietam?

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