Uma das pautas mais recorrentes na minha vida é o consumo desenfreado de itens que, na prática, pouco ajudaram. O curioso que são justamente tudo o que eu de fato gosto: livros, cursos, material para artesanato (sendo que ainda nem aprendi o básico), papelaria (embora eu tenha praticamente uma no meu estojo)… enfim, tento preencher com coisas o que eu não consigo cultivar em mim.
Tenho interesse em muitas áreas do conhecimento. Gosto de saber sobre tudo: entender como funcionam ou a razão de algo ser de uma forma e não de outra, e por aí vai. Acho qualquer área do conhecimento muito interessante. Na prática, é inviável: não tenho como saber tudo. E nisto, acabo não aprendendo nem o básico. Difícil escolher. Mas uma coisa eu tenho certeza: onde tem excesso, tem carência.
E sei que o buraco que eu quero preencher é justamente aquele em que alguém, lá do fundo, fica gritando para mim: “Você é incompetente, não sabe de nada e logo vão descobrir!”. Daí compro coisas para jogar no buraco e ver se consigo tampá-lo e assim não ouvir mais nada. Lógico que não funciona. O que fazer com tanta insegurança? Mudando a estratégia (mesmo que por força das circunstâncias, pois dinheiro não é grama).
Assim, começo o desafio de não comprar nada, absolutamente nada que não seja essencial. Inclusive livros (meu ponto fraco). Aproveitar e manter o foco no projeto do site (afinal é a escrita por aqui que me motiva). E se for fazer algum curso, somente os gratuitos. Em outubro do ano que vem, volto aqui para atualizar o relato e fazer uma reflexão sobre o que vivi e o que senti durante a experiência. Sei que uma das atitudes que terei que fazer para ajudar neste intento é diminuir meu tempo das redes sociais. Impressionante como elas se tornaram um radar para capturar distraídos e sugar sua atenção, tempo e dinheiro.
Posso falhar? Capaz que sim… mas se eu não bloquear as inúmeras distrações que me afastam do projeto da escrita, ficarei em dívida comigo e ouvirei, com mais força, a voz do fundo do buraco gritando: “Desista, você não é boa suficiente para ir adiante!”. Bom… como já tenho uma imagem não muito positiva de mim, então não tenho nada a perder em buscar algo melhor, certo?
E você, quais desafios ousaria fazer para realizar seus sonhos?
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