Eu vi um vídeo da artista Lara (Instagram: @eu_pintora) onde ela disse: “Você não vai ser bom em alguma coisa se não começar ruim”. Um dos trabalhos dela é pintar ao vivo, durante casamentos, por exemplo. São lindos os seus trabalhos; mas ela mostrou os registros das primeiras artes que fez. Não chegavam nem perto do que faz hoje. Por sua vez, foram aqueles primeiros desenhos que tornaram ela boa. E os desenhos de hoje a tornarão ainda melhor amanhã.
E quando não queremos ser um referencial em algo? Ainda assim vale a pena continuar tentando fazer o melhor? Se queremos somente uma distração sem compromisso, isso não deveria nos isentar de buscar a excelência? Mas daí me questiono: que importância tem responder a este dilema?
Se queremos buscar a excelência, continuamos fazendo. Se queremos apenas nos distrair, continuamos fazendo. A questão, então, é querer fazer. É desejar ter este momento único fazendo algo que nos alegra. Se queremos a excelência ou a mera distração, o fazer em si vai nos levando para o caminho natural do treino: o aprimoramento. O que não podemos perder é de perceber o bem que isso faz ao nosso coração.
Tenho muitos interesses e gostaria de ser boa em muita coisa artística, inclusive na escrita, como dá para perceber. Quando eu faço o que eu gostaria, no momento em que faço, é quando sinto a alegria em si. Ainda que não seja o melhor resultado, ainda que fique inacabado; naquele momento eu me senti muito bem, e esta sensação me serve de bússola para saber quais afetos me alegram e me trazem de volta para o eixo.
Estou fazendo algo que não sei até onde vou, mas quero lembrar que fazê-lo traz uma sensação única que não quero mais perder. E assim vou escrevendo. A pergunta que faço para você que me lê é: o que faz para alegrar o coração em dias tristes? E o que faz para celebrar os dias alegres? Por fim, o que faz que deixa o seu coração se sentindo em paz?
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