– vivências . leituras . registros –

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Há situações que precisamos ponderar antes de fazermos algo. A depender do que seja, é necessário ter uma habilidade específica, estudo, muita prática, pesquisa e por aí vai. Aqui, o meu foco é naquilo que podemos fazer, ainda que não seja da melhor maneira, usando o que temos no momento, e não fazemos por medo.

“Feito é melhor do que perfeito” é muito mais do que uma frase clichê. É um mantra que precisamos nos dizer quando não queremos ousar algo por receio do julgamento alheio. E quando isto acontece, não se avança, não se conhece os limites e muito menos somos capazes de ultrapassá-los. O medo quando paralisa não é bom, deixa-nos vulneráveis.

Assim fui seguindo minha vida permeada por muitos medos: medo de decepcionar, medo de ser ridicularizada, medo de não ser tão boa quanto eu pensava, medo de me ver medíocre tanto quanto (ou até mais) do que as pessoas que eu, vergonhosamente, julgava. O medo não me trouxe nenhum benefício. Só deixou muito claro que não me conheço; que se não sei até aonde eu posso ir, não sou capaz de me superar.

Simplesmente seguir adiante, mesmo com medo fará muito mais pelo meu crescimento pessoal do que o medo tem feito até hoje (digo, não tem feito). Ir adiante com medo e bom humor faz muito mais por mim hoje do que anos paralisada. Aprender a rir de mim, sabendo que tudo muda, o tempo todo. E que o crescimento pessoal demanda tempo, paciência, persistência, estudo, e muitos, muitos erros.

Não faço ideia se realizarei meu projeto a contento, mas uma coisa é certa: não estarei mais no mesmo lugar, e não serei mais a mesma pessoa. As circunstâncias vão mudar, pois a vida é mudança, mas elas não governarão mais meus desejos e nem limitarão mais meus sonhos. E será com medo mesmo que seguirei escrevendo e aprendendo a viver a vida que faz mais sentido para mim.

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