– vivências . leituras . registros –

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O dia estava lindo fora, mas internamente, nublado com momentos de riso em meio a alguma tensão e afazeres. Praticamente um dia de devaneios e morosidade. Tenho dias assim, e daí vou tentando entender o que posso tirar de proveito disso. Ou apenas esperar que passe. Mas é sempre frustrante ter tantos planos e ver um longo dia sem nada concretizado.

Uma curiosidade: fui rever uma caixa com agendas, cartas e bilhetes da época da juventude. A ideia é separar o que ainda vale a pena manter, e descartar o que deixou de fazer sentido. Ainda que seja um registro de um momento da vida, às vezes sinto que fazer o descarte ajuda no processo de me despedir da pessoa que fui, do meu eu do passado. É um ritual bem interessante.

Há muita coisa que já não tenho mais, mas ainda assim tem alguns registros que funcionam como uma fotografia dos meus pensamentos e sentimentos à época. Reler estes registros me fez voltar no tempo e sentir no peito o momento vivido. Para nossa mente não existe um marco temporal.

A mente é incrivelmente capaz de imaginar coisas extraordinárias, mas incapaz de diferenciar o que é realidade do que é imaginado, do que é passado do que é presente. A mera lembrança faz “reviver” emoções como se acontecessem no momento de agora.

Ter cuidado com o que se pensa é fundamental para que possamos seguir no comando de nossas escolhas e desejos. Não permitir que algo que não existe mais retorne como se fosse a atual realidade. Logo, todo cuidado é pouco, porquanto nossa mente, sem comando, alucina. E quando o limite entre o imaginário e a realidade fica embaçado, deixamos de ser o capitão de nossa Alma. E neste cenário lamentável, perdemos o melhor de nós: a consciência de si.

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