– vivências . leituras . registros –

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A escrita entrou na minha vida como uma referência de compreensão de comandos. Ler placas, ler as questões das atividades escolares, ler os textos exigidos pelos professores, ler os nomes e os preços dos produtos nas prateleiras do supermercado, ler para se situar no espaço…

Por sua vez, na leitura de um livro, de uma narrativa de ficção, que o ler ganhou uma outra camada, um outro sentido. Ler passou a ser uma possibilidade de compreender o que eu não conseguia traduzir. Foi na literatura que encontrei o ler que traduzia a minha Alma e me permitia a comunicação entre o “eu que existia” e o “eu que sentia”.

A chave que abriu este universo eu percebi que existia ainda pequena, numa leitura distraída, e levei alguns anos para encontrá-la de fato. E a partir deste encontro, a força das palavras que traduziam o que era só um turbilhão de emoções e sentimentos passaram a fazer parte da minha existência.

Um trecho de livro foi suficiente para despertar o desejo de abrir a porta deste novo mundo onde as palavras não me informavam sobre praticidades, mas falavam com o meu coração como ninguém até então não tinha conseguido fazer…

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